Lesão do Plexo Braquial

Lesão do Plexo Braquial

Para realizarmos movimentos voluntários um comando emitido por áreas motoras do nosso cérebro deve chegar aos músculos que realizam e/ou ajudam a realizar o movimento. Os nervos são a via de transmissão desse comando. Quando ocorre uma lesão nervosa, como a do plexo braquial, ocorre uma perda total ou parcial da continuidade dos nervos, acompanhadas frequentemente por degeneração das fibras nervosas distais ao local da lesão e a eventual morte dos neurônios rompidos. Desta forma o comando para que o movimento seja realizado perde a sua via de transmissão, levando a dificuldade ou incapacidade de realizar movimentos com o membro superior. Da mesma forma, as sensações em nossa pele são também transmitidas ao nosso cérebro por intermédio desses nervos, daí a perda da sensibilidade ou alterações da mesma, como formigamento, dormência, dor são também frequentes neste tipo de lesão.

As lesões do plexo podem ser completas (em que todos os nervos são acometidos), ou parcial (classificadas em lesão do tronco superior, lesão do tronco superior estendido C5-C7, e lesão do tronco inferior C8-T1), e podem levar a comprometimentos anatômicos e funcionais distintos. Por exemplo, um indivíduo com lesão do plexo braquial pode não conseguir mover o seu ombro, mas conseguir mover normalmente sua mão, e ter diferentes níveis de perda sensorial. No caso de lesão completa, pode não conseguir realizar nenhum movimento e ter seu braço totalmente imobilizado. Enfim, não existe um padrão quando se fala em lesão do plexo braquial. Cada caso é único e assim também o processo de recuperação é bastante variável. Estudos mostram que a ocorrência de dor neuropática (que cursa com características como: queimação, choque elétrico, frio doloroso, formigamento, alfinetada, dormência, entre outros) é uma perturbação que gera considerável incapacidade funcional e redução na qualidade de vida.

. Muitos avanços foram alcançados com relação às técnicas de reparo cirúrgico, mas ainda assim, fatores como o nível da lesão, a gravidade da mesma, a ocorrência de outros traumas, o tempo entre a lesão e a cirurgia interferem no processo de reabilitação. No entanto, ainda não há nenhuma abordagem que garanta a recuperação plena das funções sensoriais motoras de um adulto após lesão do plexo braquial. O tratamento fisioterapêutico especializado tem se mostrado eficaz na melhora da qualidade de vida, da dor e na recuperação motora.

 

Saiba mais: